A informação foi repassada à bancada federal de Mato Grosso que esteve reunida nesta quarta-feira (5) com o Ministro dos Transportes, Maurício Quintella.
Publicado em: 05/07/2017 ás 21:16:00 Fonte: Da Assessoria

O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, assegurou que o aeroporto de Alta Floresta e outros quatro aeroportos de Mato Grosso serão concedidos à iniciativa privada de forma conjunta, como um pacote. A informação foi repassada à bancada federal de Mato Grosso que esteve reunida nesta quarta-feira (5) com Quintella. Além do Aeroporto Osvaldo Marques Dias, integrarão também o pacote os aeroportos de Várzea Grande, Barra do Garças, Rondonópolis e Sinop.

O pedido já é antigo e foi reforçado pelo governador Pedro Taques (PSDB) à Secretaria Nacional de Aviação Civil em abril deste ano. Agora, em reunião com a bancada, Quintella confirmou o atendimento ao pedido. O objetivo é garantir que aeroportos menores, localizados no interior do Estado, também sejam repassados à administração do setor privado e recebam investimentos para garantir a melhoria da qualidade. Devido ao tamanho e à quantidade de passageiros recebidos pelos demais terminais, o aeroporto de Cuiabá deve servir de atrativo aos investidores.

De acordo com o deputado federal Fábio Garcia (PSB), o Ministro não conseguiu estipular o prazo para o lançamento do edital de licitação. A previsão, segundo o parlamentar, deverá ser estipulada pelo coordenador do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), ministro Moreira Franco.

Infraero

Na terça-feira, representantes da Infraero apresentaram ao senador José Medeiros, um projeto piloto que poderá resolver os problemas da aviação regional no Brasil. O novo produto da estatal será voltado para os pequenos e médios aeroportos e, numa parceria com estados e municípios, vai beneficiar diversas cidades brasileiras. Pelo menos 13 aeródromos que poderão ser beneficiados pela iniciativa da estatal: Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Juara, Juína, Lucas do Rio Verde, Matupá, Pontes e Lacerda, Rondonópolis, São Félix do Araguaia, Sinop, Tangará da Serra e Vila Rica.

Segundo a Infraero, os problemas que envolvem a aviação regional serão resolvidos a partir da criação da primeira subsidiária da Infraero: a Asas Serviços Aeroportuários. A nova empresa agirá em parceria com a operadora alemã Fraport e atuará, inicialmente, em aeródromos brasileiros, especialmente nos regionais.

Pela proposta da Infraero, os municípios e os estados devem estabelecer um protocolo de intenções para que haja o aprofundamento no estudo de viabilidade técnica e econômica do aeródromo, conduzido pela estatal e tendo a Secretaria de Aviação Civil (SAC) como mediador. Também devem oferecer à SAC proposta de projeto piloto para que o aeródromo seja operado pela ASAS, remunerada com recursos do Fundo Nacional da Aviação Civil (FNAC).

Segundo José Medeiros, após o alinhamento entre os governos estaduais e municipais, são necessários somente 10 meses para que haja o enquadramento do aeródromo dentro dos padrões estabelecidos pela Infraero. “Trata-se de um projeto ousado, cuja ideia central da Infraero é transformar esses aeroportos em superavitários, enriquecendo com isso a tão sofrida aviação regional”, destacou Medeiros.

José Medeiros lembrou que os principais terminais de Mato Grosso já fazem parte do Programa Federal de Auxílio a Aeroportos da SAC e que o governo federal tem trabalhado para que a população esteja a, no máximo, 100 quilômetros de um terminal aeroportuário “em pleno funcionamento”.

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