Publicado em: 19/04/2017 ás 00:19:00 Fonte: Da Assessoria

Integrantes da Comissão Pró-Construção do Hospital Regional Universitário e da Faculdade de Medicina de Alta Floresta se reuniram nesta terça-feira (18) no Salão Nobre das Faculdades de Alta Floresta para apresentar a representantes de municípios vizinhos a Alta Floresta as ações já desenvolvidas no intuito de implantar o curso de medicina no município. A reunião plenária foi conduzida pelo diretor/reitor da Fadaf, professor José Antonio Tobias e contou com representantes de municípios do pólo de Alta Floresta.

Inicialmente foi apresentado um histórico das ações desenvolvidas pela comissão desde a sua criação em 2015. Em seguida, a professora Antonia Dalla Pria Bankoff, da Unicamp, fez uma apresentação sobre a viabilidade da faculdade de Medicina. A educadora abordou estatísticas que comprovam a necessidade de uma instituição do gênero diante da carência de profissionais de diversas especialidades para atender Alta Floresta e região que totaliza uma população superior a 100 mil habitantes. Dalla Pria Bankoff é reguladora de cursos de nível superior do MEC – Ministério da Educação.

O promotor público Luciano Martins, responsável pela 1º Vara Cível, vem auxiliando os trabalhos da Comissão e destacou que a problemática criada pela falta de profissionais médicos não afeta apenas o norte de Mato Grosso, mas praticamente todo o país. Martins assinalou que além de resolver um problema pontual, com a inserção de mais profissionais médicos no mercado de trabalho, um curso de Medicina tende a trazer outros benefícios ao município e região. “Influencia, em pouco tempo, em melhor estruturação e reforma do Hospital Regional, e a longo prazo, todos estão confiantes, pode ate ser que venha a ser construído um novo hospital, com uma estrutura maior, melhor, mais adequada pra atender aos serviços e aos cursos de medicina”, pontuou.

Hoje, Mato Grosso conta com apenas seis cursos de Medicina, sendo três ofertados pela UFMT (em Cuiabá, Sinop e Rondonópolis), um pertencente à Unemat, em Cáceres, e outros dois mantidos por instituições privadas, em Cuiabá e Várzea Grande. O que está sendo planejado para atender Alta Floresta e região é considerado semioficial, uma parceria envolvendo iniciativa privada e setor público, com apoio dos municípios. “Sem essa parceria não será possível essa implementação. Pode-se até criar o curso, mas ele não decola. É fundamental a parceria dos municípios e de Alta Floresta, toda a infraestrutura de saúde à disposição, porque esse é o modelo de curso existente hoje”, explica Antonia Dalla Pria Bankoff, detalhando que os cursos atuais de Ciências Médicas já integram os acadêmicos ao sistema de saúde a partir do quarto semestre.

A criação do curso de medicina foi classificada como um sonho pelos gestores presentes à reunião da Comissão. Todos colocaram suas estruturas de saúde à disposição para viabilizar a criação do curso. Outro ponto favorável é a doação de uma área de terra na entrada da cidade, aos fundos da sede do Instituto Federal de Mato Grosso, para a construção do Hospital Universitário. “A prefeitura, na pessoa do prefeito Dr. Asiel, coloca sua estrutura à disposição por meio da Secretaria de Saúde”, reforçou o Secretário de Governo de Alta Floresta, Antonio Ribeiro de Morais, que no ato representou o prefeito municipal Asiel Bezerra, que cumpriu agenda em Cuiabá nesta terça-feira. “Nós temos que nos unir politicamente por um objetivo, que é em prol de nossa sociedade e alcançar esse nosso objetivo”, concluiu Morais.

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