Publicado em: 09/05/2018 ás 16:53:00 Autor: Carlos Alberto de Lima Fonte: ASCOM

Os municípios de Apiacás, Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde, Paranaíta e Carlinda estiveram reunidos em Alta Floresta, para junto com o Escritório Regional de Saúde e a Atenção Básica do município, avaliarem o projeto PEP Hans Brasil que teve início na região em 2016.

                      O PEP Hans é um projeto de monitoramento para a hanseníase em diversos países e no Brasil é coordenado pela professora da UNEMAT, campus de Cáceres, Eliane Ignotti, que já morou por muitos anos em Alta Floresta e, nesse encontro com os municípios, além da apresentação sobre o desenvolvimento do programa, traduziu as falas das ilustres presenças do epidemiologista especialista em saúde pública, Dr. Peter Steinmann, que durante anos viveu em Xangai, na China, com extensa experiência em gestão e coordenação em projetos de pesquisa e assistência técnica e de Arielle Cavaliero, gerente de projetos da Fundação Novartis, sendo, atualmente, coordenandora do Projeto de Hanseníase no Cambodja.

                      O projeto PEP Hans na região de Alta Floresta compõe parte dos 16 municípios do País aonde o projeto vem sendo desenvolvido e é voltado para redução do risco de adoecimento de hanseníase entre os contatos de casos novos da doença. “Sabemos pela literatura cientifica que hanseníase é uma doença contagiosa transmissível e que os indivíduos que tem contato com casos que estão doentes e que não iniciaram o tratamento tem maior risco de adoecimento”, diz a professora Eliane.

                           A estratégia do projeto é examinar o maior número de pessoas, particularmente aquelas mais próximas dos casos novos, mas também os membros da comunidade que, de uma forma ou de outra, convivem ou conviveram com esses casos novos.

                           Aqueles que não apresentam sinais ou sintomas da doença recebem uma dose única de 600 miligramas (dois comprimidos) de rifampicina, antibiótico que reduz o risco desses indivíduos adoecerem no futuro. Além da rifampicina eles também recebem uma dose de vacina BCG, caso não apresentem a cicatriz dessa vacina.

                           Ignotti frisa que essas medicações são estratégias de profilaxia de prevenção da doença.  E quanto aos resultados obtidos a professora e coordenadora do projeto, avalia positivamente apesar das dificuldades no período 2016/2017 devido às eleições municipais em todo o país, onde grande parte de médicos e enfermeiros foram exonerados, outros contratados e recontratados, o que, de alguma forma, interferiu no projeto, “mas hoje ele vai bem e as atividades dessa pesquisa operacional já estão sendo inseridas na rotina dos serviços de saúde. Então é isso que a gente espera no decorrer de 2018, que as atividades do projeto PEP Hans façam parte da rotina e para isso a gente precisa de um maior envolvimento, principalmente. dos médicos das Unidades Básicas de Saúde”, cobrou a coordenadora.

                           Quanto á continuidade do Projeto para 2019 ela enfatiza que a Organização Mundial de Saúde (OMS) acaba de publicar uma decisão onde se diz que “enquanto projeto de pesquisa operacional vai até o final de 2018 recomendando para todos os países endêmicos para que essa ação, o protocolo de Hanseníase, deixe de ser monitorada e passe a fazer parte da rotina”.

Fotos; Carlos Alberto

 

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