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Publicado em: 07 de Agosto de 2026
Autor: Danúbio Ferreira
Fonte: Prefeitura de Alta Floresta
Data: 07 de Agosto de 2026
Autor: Danúbio Ferreira
Fonte: Prefeitura de Alta Floresta
Segunda etapa do programa Alta Floresta Não Atropela será realizada de 3 a 20 de agosto e elevará para 15 o número de estruturas instaladas no município
A Prefeitura de Alta Floresta, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e do Conselho Municipal de Segurança Pública, amplia as ações de proteção à fauna silvestre com a instalação de oito novas pontes artificiais de dossel. A iniciativa integra a segunda etapa do programa Alta Floresta Não Atropela (AFNA), que será realizada entre os dias 3 e 20 de agosto de 2026.
Com a nova etapa, o município passará a contar com 15 pontes de dossel, estruturas que permitem a travessia segura de animais arborícolas entre fragmentos florestais separados pelas vias urbanas.
O lançamento oficial da segunda fase do programa será realizado no dia 10 de agosto, às 19h, no Teatro Agostinho Bizinoto (Praça da Cultura), reunindo representantes da Prefeitura, instituições parceiras, pesquisadores e comunidade.
As oito novas estruturas serão instaladas em pontos estratégicos de quatro vias do município: quatro na Avenida Teles Pires, duas na Rua Raimundo Carlos de Figueiredo, uma na Avenida Jaime Veríssimo de Campos e uma na Avenida Mato Grosso.
A primeira etapa do programa foi implantada em outubro de 2024, quando sete pontes foram instaladas. Em 15 meses de monitoramento por câmeras, foram registradas quase 15 mil travessias de animais silvestres, incluindo seis espécies de primatas presentes na área urbana e periurbana de Alta Floresta.
Um dos resultados mais importantes foi a ausência de novos registros de atropelamentos de primatas nas áreas diretamente contempladas pelas estruturas desde a instalação das primeiras pontes.
Para a secretária municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Gercilene Meira Leite, o programa demonstra que a conservação da biodiversidade pode caminhar lado a lado com o desenvolvimento urbano.
“O Reconecta e o Programa Alta Floresta Não Atropela transformaram Alta Floresta em uma referência para a conservação da fauna em áreas urbanas da Amazônia. Os resultados demonstram que, com ciência, parceria e planejamento, é possível proteger a biodiversidade e promover o desenvolvimento sustentável”, destaca Gercilene.
As novas pontes utilizarão o sistema denominado “3 em 1”, composto por diferentes elementos que atendem às formas de locomoção das espécies. O modelo reúne uma ponte com cordas entrecruzadas, outra formada por cabo de aço e cordas trançadas e um cabo superior que auxilia o deslocamento de espécies que possuem cauda preênsil.
Outra ação importante desta segunda etapa será realizada em parceria com a Energisa, que fará o rebaixamento das redes e o isolamento dos cabos elétricos em dez pontos próximos às travessias, incluindo duas pontes já existentes. A medida busca reduzir o risco de choques elétricos envolvendo animais silvestres.
A iniciativa é coordenada pela pesquisadora Fernanda Abra, do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, responsável pelo Projeto Reconecta. O projeto desenvolveu o modelo de ponte utilizado em Alta Floresta, que posteriormente passou a integrar orientações técnicas nacionais para a mitigação dos impactos das rodovias sobre a fauna.
A segunda etapa do Alta Floresta Não Atropela é realizada pela Prefeitura de Alta Floresta, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e do Conselho Municipal de Segurança Pública, em parceria com o Projeto Reconecta/IPÊ, Energisa, Fazenda Anacã e Fundação Ecológica Cristalino.
A Prefeitura participa diretamente da execução do projeto, oferecendo contrapartidas para a aquisição de postes e cruzetas, disponibilizando caminhão munck e garantindo alimentação das equipes envolvidas na instalação das estruturas.
Com a ampliação da rede de pontes, Alta Floresta reforça seu compromisso com a preservação da fauna amazônica e demonstra que políticas públicas, conhecimento científico e participação da sociedade podem produzir soluções concretas para os desafios ambientais presentes no cotidiano das cidades